Classe de Novos Membros IPC

Esse blog é destinados ao contato de alunos e professores da classe de Novos Membros da Igreja Presbiteriana de Curitiba

Classe de Novos Membros IPC

Esse blog é destinados ao contato de alunos e professores da classe de Novos Membros da Igreja Presbiteriana de Curitiba
<  Agosto 2007  >
S T Q Q S S D
    1 2 3 4 5
6 7 8 9 10 11 12
13 14 15 16 17 18 19
20 21 22 23 24 25 26
27 28 29 30 31    
Buscar
Receba os posts
Terra Blog

Arquivo de: Agosto 2007, 09

09.08.07

AULA 1

CLASSE DE NOVOS MEMBROS E CANDIDATOS À PROFISSÃO DE FÉ

AULA 1 – A ESCRITURA SAGRADA

Segundo a Nossa Confissão de Fé “A Bíblia é a nossa única regra de fé e prática”

A Bíblia é a Palavra de Deus e é através dela que Ele se dá a conhecer (dentro do que é permitido ao homem conhecer), conhecemos também sobre nós mesmos, sobre o que Deus exige de nós, de onde viemos, para onde vamos e, principalmente, o Seu plano eterno de salvação.

Compõe-se de 66 livros: Antigo Testamento = 39 livros
Novo Testamento = 27 livros

TESTAMENTO = ALIANÇA, PACTO, ACORDO

ANTIGO TESTAMENTO = ANTIGO PACTO OU ANTIGA ALIANÇA - O POVO DE DEUS ERAM OS ISRAELITAS E O PACTO FOI FEITO COM ABRAÃO, PAI DO POVO ISRAELITA E RATIFICADO POR MOISÉS, QUANDO RECEBEU OS DEZ MANDAMENTOS OU “A LEI” (TORAH) (OBRAS)

NOVO TESTAMENTO = NOVO PACTO OU NOVA ALIANÇA - O POVO DE DEUS É CONSTITUÍDO POR TODOS AQUELES QUE CRÊEM EM JESUS CRISTO, MEDIADOR DESTE NOVO PACTO, COMO SENHOR E SALVADOR DE SUAS VIDAS. NÃO MAS VIGORA A LEI, MAS A GRAÇA DE DEUS É QUE SALVA O PECADOR.

O homem é por natureza curioso e especulador e está sempre buscando conhecer o desconhecido, mas ao se deparar com Deus, fica perplexo, pois Deus, de natureza INFINITA, não “cabe” na mente FINITA do homem. Felizmente Deus se revela ao homem e fala “muitas vezes e de muitas maneiras” (Hb 1. 1).

A REVELAÇÃO

O homem não conheceria a Deus se Ele mesmo não se revelasse de maneira compreensível à criatura humana - ato consciente, voluntário e intencional de Deus que se dá a conhecer ao homem: a verdade referente a si mesmo em relação com suas criaturas.

Revelação geral - dirigida a todos os homens, suficiente para se fazer conhecido e suficiente para deixar os homens indesculpáveis perante o Criador. Insuficiente para a salvação. A criação foi atingida pelo pecado e, por si só, não pode chegar ao entendimento da verdade, pois é IMPERFEITA. 
O HOMEM NATURAL É ESPIRITUALMENTE IGNORANTE COMO UM SER IRRACIONAL.
Só pela natureza não se pode compreender o plano da salvação.

Revelação especial - cujo objetivo é levar o pecador de volta ao Criador - Hb 1. 1- 2.
A revelação especial é progressiva, e tem seu ápice em JESUS CRISTO.

A INSPIRAÇÃO

Deus levantou homens e os fez registrar, sem erro, a sua revelação especial. Esses homens, sob inspiração divina, escreveram os livros que compõem a Escritura Sagrada.
2 Pe 1. 21
2 Tm 3. 16

Deus usou a própria natureza de cada “escritor” e as características de seu meio para que pudesse transmitir ao povo aquilo que Ele desejava que o povo soubesse.

POR ISSO PODEMOS DIZER QUE A ESCRITURA É DIVINA E HUMANA. 

* Mínimo de 36 “autores”1600 anos – no entanto, extraordinária harmonia a compõe. 
* Transforma milhões de pessoas (ao longo de toda a história) e cada crente sente Deus falando consigo mesmo quando a lê - estas são evidências de que a escritura Sagrada é realmente inspirada por Deus - mas a plena convicção desta inspiração é QUESTÃO DE FÉ, não é prova CIENTÍFICA. E até a fé é dom de Deus. Por isso, somente através do Espírito Santo é que adquirimos esta certeza.

A divisão em versículos e capítulos não é original e foi idealizada para facilitar seu manuseio e estudo (histórico no livro texto).

Curiosidade:
A Bíblia Católica possui alguns livros a mais que não constam também da Bíblia Hebraica - não foram considerados “inspirados” para compor o Cânon Bíblico. Têm grande pobreza de estilo e conteúdo e ensinam doutrinas e práticas que se contradizem com os livros inspirados (exs no livro texto).

A ILUMINAÇÃO

Tudo que é necessário saber para nossa salvação e para uma vida correta e justa, em comunhão com Deus está registrado na Escritura Sagrada. Mas, “o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente” (1Co 2.14).
Se o homem por si só não a pode compreender, o próprio Deus envia Seu Espírito para que nos dê essa compreensão – a isso chamamos ILUMINAÇÃO. (A revelação cessou com o fechamento do cânone, a iluminação não).

Leia o anexo no post abaixo

Confissão de Fé Capítulo 1

  • criado por  nv_ipctba criado por nv_ipctba
  • Postado em 16:28:31

AULA 1 ANEXO

CONFISSÃO DE FÉ DE WESTMINSTER - CAPÍTULO 1

DA ESCRITURA SAGRADA

I. Ainda que a luz da natureza e as obras da criação e da providência de tal modo manifestem a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, que os homens ficam inescusáveis, contudo não são suficientes para dar aquele conhecimento de Deus e da sua vontade necessário para a salvação; por isso foi o Senhor servido, em diversos tempos e diferentes modos, revelar-se e declarar à sua Igreja aquela sua vontade; e depois, para melhor preservação e propagação da verdade, para o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja contra a corrupção da carne e malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido fazê-la escrever toda. Isto torna indispensável a Escritura Sagrada, tendo cessado aqueles antigos modos de revelar Deus a sua vontade ao seu povo.
Sal. 19: 1-4; Rom. 1: 32, e 2: 1, e 1: 19-20, e 2: 14-15; I Cor. 1:21, e 2:13-14; Heb. 1:1-2; Luc. 1:3-4; Rom. 15:4; Mat. 4:4, 7, 10; Isa. 8: 20; I Tim. 3: I5; II Pedro 1: 19.

II. Sob o nome de Escritura Sagrada, ou Palavra de Deus escrita, incluem-se agora todos os livros do Velho e do Novo Testamento, que são os seguintes, todos dados por inspiração de Deus para serem a regra de fé e de prática:

O VELHO TESTAMENTO
Gênesis
Êxodo
Levítico
Números
Deuteronômio
Josué
Juízes
Rute
I Samuel
II Samuel
I Reis
II Reis
I Crônicas
II Crônicas
Esdras
Neemias
Ester

Salmos
Provérbios
Eclesiastes
Cântico dos Cânticos
Isaías
Jeremias
Lamentações de Jeremias
Ezequiel
Daniel
Oséias
Joel
Amós
Obadias
Jonas
Miquéias
Naum
Habacuque
Sofonias
Ageu
Zacarias
Malaquias

O NOVO TESTAMENTO
Mateus
Marcos
Lucas
João
Atos
Romanos
I Coríntios
II Coríntios
Gálatas
Efésios
Filipenses
Colossenses
I Tessalonicenses
II Tessalonicenses
I Timóteo
II Timóteo
Tito
Filemon
Hebreus
Tiago
I Pedro
II Pedro
I João
II João
III João
Judas
Apocalipse

Ef. 2:20; Apoc. 22:18-19: II Tim. 3:16; Mat. 11:27.

III. Os livros geralmente chamados Apócrifos, não sendo de inspiração divina, não fazem parte do cânon da Escritura; não são, portanto, de autoridade na Igreja de Deus, nem de modo algum podem ser aprovados ou empregados senão como escritos humanos.
Luc. 24:27,44; Rom. 3:2; II Pedro 1:21.

IV. A autoridade da Escritura Sagrada, razão pela qual deve ser crida e obedecida, não depende do testemunho de qualquer homem ou igreja, mas depende somente de Deus (a mesma verdade) que é o seu autor; tem, portanto, de ser recebida, porque é a palavra de Deus.
II Tim. 3:16; I João 5:9, I Tess. 2:13.

V. Pelo testemunho da Igreja podemos ser movidos e incitados a um alto e reverente apreço da Escritura Sagrada; a suprema excelência do seu conteúdo, e eficácia da sua doutrina, a majestade do seu estilo, a harmonia de todas as suas partes, o escopo do seu todo (que é dar a Deus toda a glória), a plena revelação que faz do único meio de salvar-se o homem, as suas muitas outras excelências incomparáveis e completa perfeição, são argumentos pelos quais abundantemente se evidencia ser ela a palavra de Deus; contudo, a nossa plena persuasão e certeza da sua infalível verdade e divina autoridade provém da operação interna do Espírito Santo, que pela palavra e com a palavra testifica em nossos corações.
I Tim. 3:15; I João 2:20,27; João 16:13-14; I Cor. 2:10-12.

VI. Todo o conselho de Deus concernente a todas as coisas necessárias para a glória dele e para a salvação, fé e vida do homem, ou é expressamente declarado na Escritura ou pode ser lógica e claramente deduzido dela. À Escritura nada se acrescentará em tempo algum, nem por novas revelações do Espírito, nem por tradições dos homens; reconhecemos, entretanto, ser necessária a íntima iluminação do Espírito de Deus para a salvadora compreensão das coisas reveladas na palavra, e que há algumas circunstâncias, quanto ao culto de Deus e ao governo da Igreja, comum às ações e sociedades humanas, as quais têm de ser ordenadas pela luz da natureza e pela prudência cristã, segundo as regras gerais da palavra, que sempre devem ser observadas.
II Tim. 3:15-17; Gal. 1:8; II Tess. 2:2; João 6:45; I Cor. 2:9, 10, l2; I Cor. 11:13-14.

VII. Na Escritura não são todas as coisas igualmente claras em si, nem do mesmo modo evidentes a todos; contudo, as coisas que precisam ser obedecidas, cridas e observadas para a salvação, em um ou outro passo da Escritura são tão claramente expostas e explicadas, que não só os doutos, mas ainda os indoutos, no devido uso dos meios ordinários, podem alcançar uma suficiente compreensão delas.
II Pedro 3:16; Sal. 119:105, 130; Atos 17:11.

VIII. O Velho Testamento em Hebraico (língua vulgar do antigo povo de Deus) e o Novo Testamento em Grego (a língua mais geralmente conhecida entre as nações no tempo em que ele foi escrito), sendo inspirados imediatamente por Deus e pelo seu singular cuidado e providência conservados puros em todos os séculos, são por isso autênticos e assim em todas as controvérsias religiosas a Igreja deve apelar para eles como para um supremo tribunal; mas, não sendo essas línguas conhecidas por todo o povo de Deus, que tem direito e interesse nas Escrituras e que deve no temor de Deus lê-las e estudá-las, esses livros têm de ser traduzidos nas línguas vulgares de todas as nações aonde chegarem, a fim de que a palavra de Deus, permanecendo nelas abundantemente, adorem a Deus de modo aceitável e possuam a esperança pela paciência e conforto das escrituras.
Mat. 5:18; Isa. 8:20; II Tim. 3:14-15; I Cor. 14; 6, 9, 11, 12, 24, 27-28; Col. 3:16; Rom. 15:4.

IX. A regra infalível de interpretação da Escritura é a mesma Escritura; portanto, quando houver questão sobre o verdadeiro e pleno sentido de qualquer texto da Escritura (sentido que não é múltiplo, mas único), esse texto pode ser estudado e compreendido por outros textos que falem mais claramente.
At. 15: 15; João 5:46; II Ped. 1:20-21.

X. O Juiz Supremo, pelo qual todas as controvérsias religiosas têm de ser determinadas e por quem serão examinados todos os decretos de concílios, todas as opiniões dos antigos escritores, todas as doutrinas de homens e opiniões particulares, o Juiz Supremo em cuja sentença nos devemos firmar não pode ser outro senão o Espírito Santo falando na Escritura.
Mat. 22:29, 3 1; At. 28:25; Gal. 1: 10.

  • criado por  nv_ipctba criado por nv_ipctba
  • Postado em 16:22:19